domingo, 9 de abril de 2017

Inauguração da Capela das Relíquias em nosso Mosteiro





Com cerimônia presidida pelo Rvmo. Pe. Prior João Crisóstomo, acompanhada pelos Srs. abades eméritos D. Meinrado Schroeger e D. José Hehemberg, comunidade e hóspedes, foi inaugurada no interior da Hospedaria São Bernardo, em nosso Mosteiro a Capela das Relíquias, para a glorificação de Deus em seus Santos, entre os dias 23 a 28 de janeiro de 2017, com as Relíquias da Santa Cruz, São Pacífico, São Juliano, São Constâncio, Santo Urbano, Santa Cândida, São Mansueto, Santa Felicidade, Santo Antônio e do Santo Antimension.

A presente Capela surge como forma de preservar essas veneráveis e históricas relíquias às quais estavam sob a guarda do nosso saudoso confrade Pe. Alfredo Hasler O.Cist. (+ 16.06.1997), quem as recebeu de presente do Santo Padre Pio XII, em 1952.  

BREVE HISTÓRICO SOBRE A VENERAÇÃO AOS SANTOS MÁRTIRES

Durante as perseguições contra os cristãos as relíquias dos santos mártires eram normalmente enterradas pelos fiéis em lugares escondidos. Então, em Constantinopla, perto dos portões e da torre no bairro Eugenius, foram encontrados os corpos de vários mártires, Seus nomes permanecem desconhecidos pela Igreja. Quando milagres de cura começaram a ocorrer neste local, as relíquias dos santos foram descobertos e transferidos para uma Igreja com grande honra. Foi revelado a um clérigo piedoso, Nicholas Kalligraphia, que entre as relíquias descobertas em Eugenius estavam as relíquias do santo apóstolo Andrônico dos Setenta e sua ajudante Júnia (17 de maio), a quem o apóstolo Paulo menciona na Epístola aos Romanos (Rm 16,7), No século XII, uma grande Igreja foi construída no local onde foram descobertas as relíquias dos santos mártires. Este trabalho foi realizado pelo imperador Andrônico (1183-1185), cujo patrono era o santo apóstolo Andrônico. (Fonte: http://zip.net/bftC5X)

A ideia de que a Igreja dos primeiros séculos foi de modo algum preconceituosa contra imagens, ícones, relíquias estátuas é a ficção mais descabida possível. Depois que os cristãos tiveram liberdade de culto, houve, naturalmente, um enorme desenvolvimento de todo tipo. Ao invés do enclausuramento nas catacumbas os cristãos começaram a construir basílicas esplêndidas. Eles as adornavam com mosaicos caros, esculturas, e estátuas, e nelas preservaram as relíquias dos santos mártires. Mas não houve um novo princípio. Os mosaicos representavam mais artisticamente e ricamente os mesmos atos que haviam sido pintados nas paredes das catacumbas antigas, as estátuas maiores continuaram a tradição iniciada nos sarcófagos esculpidos em poucos ornamentos de chumbo e de vidro. Deste momento até a perseguição iconoclasta, as imagens sagradas estavam em posse de todo o mundo cristão.

Sobre o culto as imagens e relíquias assim define o catecismo da Igreja Católica:

O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, a hora prestada a uma imagem se dirige ao modelo Original, e quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada. A honra prestada às santas imagens é uma ‘veneração respeitosa’, e não uma adoração, que só compete a Deus: Oculto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.” (Catecismo da Igreja Católica, Parágrafo 2132)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O Perene Confronto e Escuta de Deus - Lectio Divina

O confronto com as divinas Escrituras


Foto: Monge meditando




A leitura da Divina Escritura hoje em dia é bastante valorizada, difundida e incentivada nos diversos ramos de vida consagrada, inclusive entre os leigos.

A prática deste exercício espiritual é uma leitura tranquila, atenta, assídua e com um sentido puramente de oração. Sem ater-nos às preocupações em relação aos aspectos histórico, filosófico, às curiosidades meramente religiosas. O que deve nos prender a esta leitura é o simples prazer que teremos em dialogar com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que vêm ao nosso encontro apesar de nossas fraquezas.

Sem pressa teremos a oportunidade de nos deter em uma palavra, frase ou versículo do texto que nos chamou a atenção e neste ponto se aprofundar, meditar, “degustar”, conversando com seu divino Autor e daí tirar frutos que servirão de alimento para todo o nosso dia.

Chama-nos a atenção o Decreto do Concílio Vaticano II, sobre a renovação da vida religiosa: “Cultivem, pois, assiduamente os membros dos institutos o espírito de oração e a oração mesma, haurindo-os das fontes genuínas da espiritualidade cristã. Em primeiro lugar manuseiem cotidianamente a Sagrada Escritura para aprender da leitura e meditação dos Livros Sagrados “o sobreeminente conhecimento de Jesus” Fl 3,8  (PC 7).

Esta prática cotidiana esteve presente em toda a história do monaquismo. É uma tradição entre os monges orientais e ocidentais. A Regra de São Bento nos exorta: “em determinadas horas, devem os irmãos ocupar-se com o trabalho manual e, em outras horas, com a leitura espiritual.” (...) “Da quarta hora até perto da hora sexta, entreguem-se à leitura.” (...) “De quatorze de setembro até o início da quaresma, entreguem-se à leitura até o fim da hora segunda...” (...) “Após a refeição, entreguem-se às suas leituras ou ao estudo dos salmos”  (RB 48,1. 4. 10. 13).

Costumam-se dizer que são quatro as etapas a atingir na lectio divina: leitura, meditação, oração e contemplação. Porém ainda há quem acrescente a “ruminação” que seria a repetição mental do trecho lido e meditado durante todo o dia do monge, mesmo ou, principalmente, nos momentos de trabalho manual que é a complementação da vida monástica beneditina/cisterciense. “Para que em tudo seja Deus glorificado” (1Pd 4,1/RB57,9).

Toda a vida do monge deve ter por guia a Palavra de Deus. “Do nascer do sol até o seu ocaso, louvado seja o nome do Senhor” (Sl 112,3).

Se no princípio da caminhada monástica parece-nos demasiadamente difícil manter a disciplina da leitura orante devido as distrações mentais, por falta de costume em parar num santo “ócio” para encontrarmo-nos com Deus e conosco mesmos, ao decorrer dos anos esta prática deverá transformar-se em algo desejado ansiosamente pelo nosso espírito, por se tratar de um encontro íntimo ou, mais que íntimo, da pobre criatura, com o seu Criador.
Apesar da infinita distinção, é o encontro entre dois verdadeiros e queridos amigos. Com o passar do tempo, esta intimidade tenderá a crescer sendo cada vez mais pessoal, brotando daí um conhecer-se mútuo entre os dois amigos e deste conhecer-se, nascerá o amor ao Amor, a que “nada absolutamente deve antepor” (RB 72,11).

Antigo e Atual esforço de retorno às Origens - Carisma Cisterciense

Voltar às Fontes do Carisma Cisterciense*






Meditar sobre o Exordio Parvo significa fazer a indagação a respeito da forma pela qual podemos viver hoje o essencial do carisma cisterciense ou sobre como voltar hoje à fonte de nossa vocação. Esta é minha preocupação com relação à Ordem Cisterciense e gostaria de retomar aqui o que exprimi por ocasião do Sínodo da Ordem em julho de 2014 e também quando estive no Capítulo Geral da Ordem dos Cistercienses da Estrita Observância, em setembro de 2014. São oportunidades para prestar contas, senão da esperança, ao menos da situação real da Ordem e de seus caminhos para a eternidade. Não digo “para o futuro”, pois verdadeiramente tomei consciência, durante os últimos anos – e já o exprimi diversas vezes – , que a tentação de  “garantir nosso futuro”, de “assegurar nosso futuro”, é às vezes uma armadilha na qual caem não somente nossas comunidades frágeis e que se dizem a si mesmas ou, antes, das quais dizem os outros: “sem futuro”, mas, sobretudo, aquelas que pensam “ter um futuro” do ponto de vista quantitativo, naquela "loucura" que Cristo condenou no rico que pensa ter futuro porque seus silos estão cheios de riqueza (cf. Lc 12,15-21). Os silos estão frequentemente cheios de grãos destinados apenas ao consumo, mas não à semeadura. É do passado e mesmo do presente que se fazem estoques, que são determinados e congelados para que o futuro possa viver do passado; consumir o passado, passando a um presente estéril e egoísta, um presente sem semeadura, sem que o grão possa cair em terra, morrer e produzir frutos.

“Insensato, esta noite mesmo vai-se pedir contas de tua alma. O que ajuntaste, quem vai possuir? Assim ocorre com aquele que junta tesouros para si mesmo em vez de adquirir riquezas diante de Deus”. (Lc 12,21)

Tenho a impressão que nossas Ordens e comunidades são muito confrontadas com esta tentação, que, muitas vezes, satisfaz-se de riquezas ínfimas: “Felizmente somos ainda..., temos ainda..., para terminar em paz nossas vidas”. Tentação de “juntar tesouros para si mesmo” e não em vista dos outros e “diante de Deus”.

Lembrei isto ao Sínodo de nossa Ordem, no início de julho passado, prolongando uma reflexão feita por ocasião de uma intervenção que me foi pedida para o “Serviço das Monjas da França”, sobre a vida monástica, 50 anos depois do Vaticano II e, igualmente, tentando escutar o ensinamento do Papa Francisco na Evangelii gaudium. Creio que existem dois domínios essenciais em que nossas comunidades tornaram-se frágeis, precárias, não em relação ao número ou à idade de seus membros, nem com respeito a sua situação econômica. Estes dois domínios são a dimensão mística e a dimensão comunitária, fraterna de nosso carisma monástico e cisterciense.

Dizia que “é indispensável reencontrar a dimensão mística no coração ou, antes, na fonte de nossa vocação. Mística não quer dizer deixar a realidade, mas ser consciente da realidade total e, conseqüentemente, pôr no centro de nossa vida e de nosso coração a relação com Deus, a experiência de Deus. (...) Pois, olhando para as comunidades, sua forma de celebrar a Liturgia, sua vida comunitária, ponho diante de mim a pergunta: Essas pessoas são Cistercienses por amor do Cristo ou por uma outra razão? Será que encontram verdadeiramente Jesus? Têm uma relação viva com Ele? Vivem para Ele, com Ele, Nele?(...) Pois a mística cisterciense é uma mística bíblica, litúrgica, patrística, comunitária, eucarística, humana, esponsal, filial, fraterna, de comunhão... Devemos ajudar-nos a reencontrar esta fonte de vida para viver nossa vocação e sermos testemunhas verídicas do Cristo no meio do mundo. E devemos ajudar-nos a transmiti-la aos jovens, do contrário abusamos  de sua liberdade. Se temos vocações e as retemos abusando de motivações superficiais, para as quais os jovens sentem-se atraídos em razão da fragilidade de seu narcisismo, de seu formalismo, de seu clericalismo, isto quer dizer que nós também não temos razões profundas para seguir Cristo. Só as razões profundas tornam possível a perseverança e uma fidelidade fecunda e alegre que não tem necessidade de buscar sempre compensações para preencher seu vazio” (www.ocist.org Sínodo da OCIST 2014, Conclusões do relatório do Abade Geral).

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

São Bernardo de Claraval - Grande impulsionador da Ordem Cisterciense:






Para muitos, São Bernardo é o pai da Ordem Cisterciense, mas, ao ingressar em Cister, fundado em 1098, encontrou um grupo de monges com um projeto bem determinado. Tratava-se de um mosteiro reformado, como muitos de seu tempo, em que se procurava viver a vocação monástica de uma forma mais autêntica, sem compromissos com o mundo, seus negócios e interesses, buscando só a Deus na pobreza, no despojamento, no trabalho das próprias mãos, no silêncio e na oração. 

Os cistercienses seguiam a Regra de São Bento, escrito que reflete a sabedoria espiritual daquele que é considerado o patriarca dos monges do Ocidente e que viveu na Itália, no século VI. O pequeno núcleo de Cister desenvolveu-se rapidamente, chegando a ser uma grande influência na Igreja, pouco tempo depois de sua fundação. São Bernardo teve um relevante papel na expansão e difusão da Ordem e de sua espiritualidade no século XII. 

Desde o início, foi decidido que todos os mosteiros da Ordem seriam construídos em honra da Virgem Maria, o que traduzia sua terna devoção à Santa Mãe de Deus que marcou a espiritualidade cisterciense. Nisso mostraram-se filhos de seu tempo, o século XII. São Bernardo destacou-se neste aspecto, tendo escrito belíssimos sermões sobre Nossa Senhora que, se não são inovadores em termos de Mariologia, têm o mérito de expor de forma correta e brilhante o melhor da doutrina mariana da época. 

Com o crescimento e a diversificação dos mosteiros, sem falar na incorporação à Ordem de inteiras congregações monásticas, nem sempre conseguiu-se manter o ideal original em toda sua pureza e fidelidade. Além do mais, os inúmeros mosteiros espalhados pela Europa deviam submeter-se a condições distintas e variadas, o que exigia adaptações e abrandamentos na forma de vida inicial. 

Embora a Ordem tivesse uma relativa centralização, com a reunião anual de todos os abades na casa-mãe Cister, a uniformidade tão desejada pela Carta de Caridade, documento que estruturou a Ordem nascente, ficou de algum modo vulnerada. Esse documento, obra datada do primeiro quarto do século XII, preconizava o vínculo da caridade como peça fundamental para o relacionamento entre os mosteiros. Proibia as relações econômicas de dependência (pagamento de tributos ou rendas) e insistia no socorro mútuo e na solidariedade entre as diversas abadias, sobretudo no plano espiritual. A harmonia desta estrutura e seu elevado ideal deram grande vigor à reforma cisterciense. 

Quando São Bernardo morreu em 1153, a Ordem contava com 338 abadias, número que continuará em expansão até meados do século seguinte. Nessa época, contudo, já haviam surgido as ordens mendicantes (dominicanos e franciscanos) e o recrutamento vocacional será menos intenso. 

A Ordem não deixou de sofrer as vicissitudes dos tempos em que viveu.  As imunidades de que gozavam os cistercienses levaram a um certo relaxamento. A grande expansão dos mosteiros teve como consequência um enfraquecimento do Capítulo Geral, pois nem todos os abades podiam comparecer anualmente a sua reunião. Também a Peste Negra, a Guerra dos Cem anos e as guerras de religião causaram muitos danos e a perda de mosteiros. 

Santos Roberto, Alberico e Estêvão - Fundadores de Cister:




OS CISTERCIENSES




A sua origem remonta à fundação da Abadia de Cister (em latim, Cistercium; em francês, Cîteaux), na comuna de Saint-Nicolas-lès-Cîteaux, Borgonha, em 1098, por Roberto de Champagne, abade de Molesme. Este, juntamente com alguns companheiros monges, deixara a congregação monástica de Cluny para retomar a observância da antiga regra beneditina, como reação ao relaxamento da Ordem de Cluny.

Através da "Charta Charitatis", em complemento à regra da Ordem de São Bento, Estevão - terceiro abade de Cister - estabeleceu que a autoridade do suprema da Ordem seria exercida por uma reunião anual de todos os abades. Os mosteiros eram supervisionados pelo mosteiro-sede, em Citeaux, e pelos quatro mosteiros mais antigos da Ordem.

A ordem terá um papel importante na história religiosa do século XII, vindo a impor-se em todo o Ocidente por sua organização e autoridade. Uma de suas obras mais importantes foi a colonização da região a leste do Elba, onde promoveu simultaneamente o cristianismo, a civilização ocidental e a valorização das terras.

Restauração da regra beneditina inspirada pela reforma gregoriana, a ordem cisterciense promove o ascetismo, o rigor litúrgico e erige, em certa medida, o trabalho como valor fundamental, conforme comprovam seu patrimônio técnico, artístico e arquitetônico.

Além do papel social que desempenha até a Revolução Francesa, a ordem exerce grande influência no plano intelectual e econômico, assim como no campo das artes e da espiritualidade, devendo seu considerável desenvolvimento a Bernardo de Claraval (1090-1153), homem de excepcional carisma. Sua influência e seu prestígio pessoal o tornaram o mais célebre dos cistercienses. Embora não seja o fundador da ordem, continua sendo o seu mentor espiritual.

Atualmente, a ordem cisterciense é de fato constituída de duas ordens religiosas e várias congregações. A ordem da "Comum Observância" contava em 1988 com mais de 1300 monges 1500 monjas, distribuídos em 62 e 64 monastérios, respectivamente. A ordem cisterciense da estrita observância (também chamada o.c.s.o.) compreende atualmente quase 3000 monges e 1875 monjas, distribuídos em cento e dois monastérios masculinos e setenta e dois monastérios femininos, em todo o mundo. São comumente chamados "trapistas", pois a criação da ordem resultou da reforma da abadia da Trapa (em Soligny-la-Trappe, Baixa-Normandia, França).

Mesmo separadas, as duas ordens têm ligações de amizade e relações de colaboração. O hábito também é semelhante. Os cistercienses são conhecidos como monges brancos em razão da cor do seu hábito.

Embora sigam a regra beneditina, os monges cistercienses não são propriamente considerados beneditinos. Foi no IV Concílio de Latrão (1215) que a palavra "beneditino" surgiu, para designar os monges que não pertenciam a nenhuma ordem centralizada, em oposição aos cistercienses.

MOSTEIRO DE JEQUITIBÁ - Breve resumo histórico de sua fundação:






O Mosteiro Cisterciense de Jequitibá foi fundado pelo Mosteiro de Schilierbach na Áustria em 1939, mas desde 1936 o Abade do mesmo, Dom Aloísio Wiesinger, pensava numa fundação missionária, de modo que em um dia estando na cidade de Salvador, resolvendo aí algumas questões,  Pe. Alfredo Haasler e Pe. Adolfo Lukasser, vindos de Schilierbach, a pedido de Dom Hugo para tomar posse da Paróquia de Jacobina, foram reconhecidos por Dona Isabel Tude de Souza, pelo hábito branco e negro dos cistercienses, esta, por sua vez, falou -lhes do testamento do seu falecido esposo – o Coronel Plínio Tude de Souza – o qual desejava fazer uma fundação que contemplasse o bem material e espiritual dos lavradores da fazenda Jequitibá. 

Cumprindo sua vontade, Dona Isabel encarrega primeiramente aos Beneditinos de Salvador para iniciar a fundação no ano de 1937, mas devido a falta de pessoal, ela optou pelos Padres Cistercienses que em hora e tempo oportuno aí estavam, convidando o então Pe. Alfredo para visitar a fazenda Jequitibá, o qual achou excelente e propício o lugar para a implantação do referido mosteiro.

Eram três a princípio: Pe. Alfredo Haasler, Pe. Adolfo Lukasser e Pe. João Berchamans Elsen, que já se encontravam na paróquia de Jacobina, a convite de D. Hugo Bressane de Araújo, primeiro Bispo de Senhor do Bonfim. No mesmo ano, o próprio abade do mosteiro de Schlierbach, D. Aloísio Wiesinger chega para acertar os detalhes do empreendimento da nova fundação.

Pouco depois, atendendo o seu chamado, chegam os pioneiros do Mosteiro de Jequitibá: o Engenheiro civil Pe. Hermano Hahn, Pe. Antonio Moser na época, que depois viria ser Abade do mosteiro a partir de 1945, Pe. Reinaldo Stieger, Pe. Henrique Bauer, Pe. Fridolino Glasauer e os Irmãos Emílio Weber, Ubaldo Pusch, Humberto Stocker e Werner Hofer.




 



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